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Qual a diferença entre crise de pânico e síndrome de pânico?

Você sabia que a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2022, fez uma pesquisa sobre saúde mental e apresentou que em 2019, quase um bilhão de pessoas – incluindo 14% dos adolescentes do mundo – viviam com um transtorno mental e que a ansiedade é uma das responsáveis pela metade das doenças mentais existentes no mundo. A Síndrome do pânico é considerado um dos transtornos de ansiedade mais comum. Então se você não teve uma crise de pânico, provavelmente conhece alguém que já tenha tido. Considerando esses aspectos, é fundamental que você possa compreender o que é a síndrome de pânico e se tem diferença entre um ataque de pânico ou não. Ficou com vontade de compreender mais sobre essa síndrome e sobre a crise de pânico. Então esse blog é para você!

Nesse texto, apresentarei 2 pontos:
-O que é a crise de pânico
-Qual é a diferença entre a crise de pânico e a síndrome de pânico.

O que é a crise de pânico?

A crise de pânico, também conhecida como ataque de pânico, pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento. A pessoa que tem a crise de pânico, apresenta um medo tão intenso, que sente-se aterrorizado e sobrecarregado, mesmo que não esteja em situação de perigo. Assim, trata-se de um início abrupto de medo ou desconforto intenso que atinge o pico em poucos minutos, podendo dar uma sensação de estar vivendo um ataque cardíaco ou um derrame e que pode morrer. Uma crise de pânico geralmente passa em 5-10 minutos, mas pode durar horas. A primeira coisa a se fazer em caso de uma crise de pânico é procurar uma emergência médica, pois seus sintomas podem ser confundidos com um ataque cardíaco, então é importante descartamos qualquer condição física, antes de considerar que é uma crise fruto de uma questão emocional. O primeiro passo então, caso você ou alguém próximo esteja com os sintomas é procurar um médico para avaliar e diagnosticar!

Caso o médico reconheça que sua crise não é fruto de questões de saúde física, vai encaminhar para um médico psiquiatra ou um neurologista que são especializados para identificarem se é ou não uma crise de pânico. A crise de pânico é caracterizada por um episódio intenso de medo ou desconforto que alcança um pico em minutos. Esse ataque de pânico pode ter mais episódios em um mesmo dia de forma inesperada. Algumas pessoas que conheço já me relataram ter tido 2 ou 3 episódios na mesma semana.

Vou relatar então os sintomas que aparecem em um ataque de pânico: São eles:

1. Palpitações, coração acelerado ou taquicardia. 

2. Sudorese. 

3. Tremores ou abalos. 

4. Sensações de falta de ar ou sufocamento. 

5. Sensações de asfixia. 

6. Dor ou desconforto torácico.

 7. Náusea ou desconforto abdominal. 

8. Sensação de tontura, instabilidade

9. Calafrios ou ondas de calor. 

10.anestesia ou sensações de formigamento. 

Para ser considerado uma crise de pânico, os manuais de saúde mental, apontam que a pessoa deve apresentar ao menos 4 desses sintomas juntos. E para te ajudar a entender um pouco mais sobre a crise de pânico vou, explicar dois tipos: 

O ataque de pânico inesperado, que é quando esses sintomas aparecem e não existe um indício de nenhuma situação que possa ser associada ao ataque. Sabe aquela sensação que aparece do nada, simplesmente chegou! Geralmente esse tipo de ataque acontece até nos momentos em que você está relaxando. Como por exemplo na hora de dormir, durante o próprio sono, ou até mesmo durante um passeio que aparentemente está tudo  certo.

ataque de pânico esperado – que são episódios que aparecem logo depois de alguma situação tensa que a pessoa experimentou. Por exemplo, a pessoa está vivendo um assalto em casa, e o medo foi tão forte a ponto de desencadear uma crise de pânico, ou até mesmo situações culturais, enchentes, acidentes, entre outras situações.

Qual é a diferença entre a crise de pânico e a síndrome de pânico?

A síndrome de pânico, já é considerada como um transtorno de saúde mental. Não necessariamente uma pessoa que tenha tido uma crise de pânico tenha a síndrome. A crise de pânico pode representar um ataque fruto de outras situações emocionais, um episódio apenas não representa um transtorno.
É importante você saber que outros transtornos de saúde mental, podem ter como sintoma uma crise de pânico, por exemplo a depressão. Então, a crise de pânico e a síndrome de pânico são diagnósticos diferentes. Porém os dois se tratam de uma crise de ansiedade, e quem tem uma síndrome de pânico, tem como critério diagnóstico ter tido episódios de crise de pânico.
Na síndrome de Pânico, a pessoa experimenta ataques de pânico inesperados recorrentes e está persistentemente apreensivo ou preocupado com a possibilidade de sofrer novos ataques de pânico ou alterações no seu comportamento devido aos ataques de pânico. Ou seja, após ter a crise de pânico a pessoa apresenta dificuldades de exercer as atividades diárias comuns, por medo de experimentar um novo episódio novamente ou por ter alguns comportamentos que possa não ter controle. Assim sendo, ela pode escolher se afastar do seu círculo social, escolhendo ficar sozinha.
A Síndrome de pânico se refere a ataques de pânico inesperados recorrentes. Em termos de gravidade, os indivíduos com a síndrome de pânico podem ter crises de pânico com sintomas completos (quatro ou mais sintomas) ou com sintomas limitados (menos de quatro sintomas). No entanto, é necessário mais de um ataque de pânico completo inesperado para o diagnóstico de síndrome de pânico.

A síndrome de pânico está associada a níveis altos de incapacidade social, profissional e física. As pessoas que apresentam a síndrome de pânico, podem apresentar momentos isolados, crises que impendem de realizar as atividades profissionais. Em algumas situações, pode ser importante que a pessoa tenha um responsável que possa auxilia-lo em atividades. Por isso é fundamental ter acompanhamento médico e psicológico nesses casos, para que a pessoa possa ter uma maior qualidade de vida e possa encontrar saídas e recursos de enfrentamento para que possa diminuir a intensidade de suas crises.
Algumas pessoas demoram meses ou anos, convivem com muita frustração antes de obter um diagnóstico adequado. Em geral, eles têm medo ou vergonha de contar a outras pessoas, incluindo seus médicos ou entes queridos, o que estão sentindo ou experimentando por medo de serem vistos como um hipocondríaco. Em vez disso, eles sofrem em silêncio, distanciando-se de amigos, familiares e outros que poderiam ser úteis.
Então, caso você tenha lido esse texto e se reconhecido nesses sintomas, uma Consulta Psicologia on-line ou uma Psicoterapia pode te ajudar a compreender um pouco mais sobre você e contribuir para que você encontre saídas e recursos para lidar com esses sintomas.

Então, Clique aqui e fale com uma de nossas psicólogas para entender se alguma dessas opções pode ser útil para você.


Elizabeth Mönster

Elizabeth Mönster

Psicóloga, CRP 12/09710

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