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O que fazer com o sentimento de vazio?

Você já sentiu uma sensação de vazio? De perder o sentido do que está fazendo, ou também de não se reconhecer e nem saber que caminho seguir? Pois é, esse sentimento é mais comum que você imagina. Em que palavra eu poderia definir isso?…Parece ser humano.

Apesar de cada ser humano ser único e singular na sua existência, compartilhamos de inquietações, medos e diversas outras reflexões. A ideia de hoje é pensar em caminhos para lidar com as inquietações que surgem com esse sentimento de vazio. Para isso vamos passar pelos seguintes pontos:

– Vamos olhar para a nossa rotina?

– O que fazer com o que sentimos?

Vamos olhar para nossa rotina?

Sim, é um convite que parece simples, mas nem sempre estamos dispostos a parar para presenciar o nosso presente. Frase engraçada essa né? Como assim não estamos presenciando? É, muitas vezes não. Muitas vezes estamos no automático fazendo aquilo que achamos que devemos fazer.

Ao acordar pela manhã, o que você faz? Qual o tempo que você tem entre despertar o corpo e começar as suas obrigações? Você se lembra do que fez nesse período?

E no seu trabalho, como estão as coisas? Como se sente? Animado, cansado, satisfeito, estressado? O que teve de importante no momento que você estava lá? Como se dedicou ou ficou a sua atenção ao que estava fazendo?

E depois do trabalho, você lembra o que fez ontem? Onde você estava e como se sentiu?

Pode ser que olhar para tudo isso não faça sentido para você. E tudo bem. Mas pode ser que ao perceber seus momentos do dia a dia comece também a identificar sentimentos e sensações que te acompanham e que muitas vezes podem passar despercebidas. É geralmente quando estamos “no automático” que o dia passa sem ser visto e às vezes o sentimento de vazio toma conta sem que ou menos se espere. Tem momentos que vem forte essa sensação, cheia de dores, ansiedade, ou até mesmo uma sensação de não sentir nada, nem dor, nem prazer. Você se identifica com isso de alguma forma? Isso te incomoda? Então vem comigo para o próximo passo da nossa reflexão de hoje.

O que fazer com o que sentimos?

Só estou propondo perguntas difíceis, né? Olha, essa é danada. Primeiro porque geralmente não aprendemos ou não somos estimulados a perceber nossas emoções e necessidades. Frequentemente guardamos o que sentimos lá no fundo, principalmente os sentimentos negativos, de raiva, tristeza. Segundo, porque quase não tem espaço na nossa rotina para sentir, que horas dá para fazer isso? Temos um compromisso atrás do outro!

Pois é, encaixar a nossa vida no dia a dia é difícil. Geralmente estamos mais disponíveis nos momentos de lazer, aí alguns soltam as expectativas, deixam a espontaneidade fluir. Outros não conseguem com tanta facilidade, porque a pressão do dia a dia é tanta que não é tão simples relaxar. A questão é que no geral nosso movimento está entre rigidez/automático e pequenos momentos de conexão consigo mesmo e nossas necessidades. É nessa hora que o sentimento de vazio toma conta, porque esvaziamos mesmo o nosso sentido com as “obrigações”. Aqui quando falo sobre obrigações, não são necessariamente os nossos compromissos e atividades, mas ao que nos obrigamos como auto cobrança, por exemplo, de rendimento, de postura, de execução. O problema não é a rotina e as atividades em si, mas em como está a disponibilidade para realizá-las. Faz sentido? Muitas vezes estamos fazendo a mesma coisa, mas tem dias que é leve, gostoso e outros dias que não. Você sabe dizer a diferença?

De todo modo, quando o sentimento de vazio chega parece que ele quer nos dizer algo. Do que estamos sentindo falta? No geral, nos assusta sentir as emoções, mas se estivermos disponíveis para conversar com elas, podemos encontrar muito sobre nós e sobre como estamos fazendo da nossa vida!

Pensando em tudo isso, vou deixar aqui algumas sugestões do que fazer com o sentimento de vazio:

Procure identificar os momentos que ele aparece e os sentimentos envolvidos;

Busque formas de expressar ou dar espaço para essas emoções;

Procure por atividades que contribuam para focar no momento presente, como fazer um exercício físico, meditação, ouvir música, etc…

Há momentos em que o encontro com o vazio nos faz perceber que queremos olhar com mais profundidade para como estamos nos movimentando na difícil tarefa do existir e isso pode ser feito também com um processo de psicoterapia. Se fizer sentido para você e essas reflexões tenham despertado esse interesse, converse com as psicólogas da nossa equipe, conte com a gente nesse caminho!

Ana Luísa Remor

Ana Luísa Remor

Psicóloga, CRP 12/11646

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